Artigos

O que é TDAH?
De uma maneira geral, podemos dizer que o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) afeta a forma como o “cérebro funciona”.
Ele tem a ver com como a gente concentra a atenção, controla os impulsos e até a energia que temos. Quem tem TDAH pode em alguns momentos ficar muito distraído, agitado, e tomar decisões sem pensar nas consequências.
E não é falta de disciplina, não é preguiça, é uma condição que está no funcionamento do cérebro mesmo.
Como o cérebro funciona no TDAH?
O cérebro de quem tem TDAH tem algumas áreas que não funcionam do mesmo jeito que o de outras pessoas, especialmente as áreas que controlam a atenção e os impulsos.
Isso acontece porque os neurotransmissores (que são as substâncias que ajudam as células do cérebro a se comunicarem) como por exemplo a dopamina e a noradrenalina acabam não exercendo a função de deveriam.
A dopamina, por exemplo, é como se fosse um “gatilho” que ajuda a gente a manter o foco e sentir prazer nas coisas que fazemos. Quando ela não está no nível certo, fica difícil se concentrar, prestar atenção por muito tempo e até controlar impulsos.
Quais são os principais sintomas?
De uma maneira informativa, pode-se dizer que o TDAH pode se manifestar de três maneiras principais:
TDAH do tipo hiperativo-impulsivo: caracterizado por comportamentos impulsivos e hiperativos.
TDAH do tipo predominantemente desatento: caracterizado por desatenção e distração sem o sintoma de hiperatividade.
TDAH misto: comportamentos impulsivos e hiperativos, bem como desatenção e distração.
Alguns exemplos:
- Desatenção: A pessoa tem dificuldade em manter o foco em tarefas. Sabe aquela pessoa que começa a ler um livro, mas logo se distrai e não consegue terminar? Ou quem está no trabalho e vive se esquecendo de compromissos? Esse é um tipo de sintoma de desatenção.
- Hiperatividade: A pessoa está sempre com energia demais. Não consegue ficar parada por muito tempo, fala sem parar, mexe as mãos ou os pés o tempo todo. Em lugares onde a pessoa deveria ficar mais calma, como numa sala de aula ou reunião, isso pode ser um problema.
- Impulsividade: Sabe aquela pessoa que fala antes de pensar, toma decisões muito rápidas sem calcular as consequências? Ou que interrompe os outros na conversa sem querer? Isso pode ter a ver com a impulsividade, um dos principais sintomas do TDAH do tipo hiperativo.
Como o TDAH é diagnosticado?
O diagnóstico é feito por um profissional de saúde, como psicólogo ou psiquiatra, que vai conversar com a pessoa, observar os comportamentos e, realizar a avaliação. Não tem um exame de sangue ou algo assim que mostre diretamente o TDAH, é tudo baseado nos sintomas e na história da pessoa.
E o TDAH é só coisa de criança?
Não! O TDAH não desaparece quando a pessoa cresce. Muitas pessoas só descobrem que têm TDAH na fase adulta, porque o transtorno pode continuar e até afetar o trabalho e os relacionamentos. Para adultos, o TDAH pode se manifestar como dificuldade em organizar a rotina, procrastinação (deixar as coisas para depois) e até esquecimentos frequentes.
Não é frescura e nem falta de disciplina, é só uma questão de como o cérebro funciona!
Pronto para cuidar de você?
Se você sente que é hora de dar um passo em direção ao seu bem-estar mental, a psicoterapia online pode ser a solução que você precisa!
Agende a sua primeira sessão. Clique no link.
Ana Colling Psicóloga. CRP 07/30105
Referências:
American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). Arlington, VA: American Psychiatric Association.
Thapar, A., Cooper, M., & Rutter, M. (2017). “Neurodevelopmental disorders.” The Lancet Psychiatry, 4(5), 338-348.
Nigg, J. T. (2006). “Attention-deficit/hyperactivity disorder: On the meaning of the neurobiological findings.” Journal of Clinical Child & Adolescent Psychology, 35(1), 45-53.
DuPaul, G. J., & Stoner, G. (2014). ADHD in the Schools: Assessment and Intervention Strategies (3rd ed.). The Guilford Press.
Observação: Este conteúdo tem caráter puramente informativo e não substitui a avaliação ou o diagnóstico de um profissional da saúde. Para questões relacionadas à sua saúde mental ou emocional, é fundamental buscar a orientação de um psicólogo, psiquiatra ou outro profissional qualificado.



